
Acho que nunca falei especificadamente de uma pessoa aqui. Resolvi então, não sei porque, falar de Frida Kahlo, pintora mexicana, famosa por seus autoretratos, morreu em 1954 com 47 anos. Conhecer a história dela, foi para mim, praticamente a mesma experiência que ler ''A Menina que Roubava Livros'', ou seja, você se sente feliz pela vida que leva ou melhor dizendo, você se sente mal por algum dia ter reclamado de seus problemas. Frida tinha mais falta de sorte do que toda a torcida do Paraná junto. Ao 11 meses sua mãe a entregou para uma ama-de-leite. Aos 6 anos contraiu poliomelite, aos 18 sofreu um grave acidente de ônibus, o qual fraturou algumas vertebras, a tíbia e ferragens entraram pelo seus corpo (a impedindo de engravidar), por mais que tentasse sofreu 2 abortos. Kahlo passou por diversas cirurgias na coluna, tendo de usar coletes ortopedicos boa parte de sua vida. Seus ferimentos na perna, devido ao acidente, nunca cicatrizaram, por conta usava saias longas para esconde-lo. Os ferimentos evoluiram para osteomelite e sua perna fora amputada. Casou-se 2 vezes com o muralista Diego Riviera, 21 anos mais velho. Ao descobrir que seu marido tinha um caso com sua irmã mais nova, resolve puni-lo e passa a trajar vestes masculinas, visto que Riviera tinha gosto pela suas saias longas e roupas que usava. Frida era bissexual e seus casos extraconjugais nunca foram problema para seu marido (alguma coisa tinha que dar certo né). Aos 47, dois anos após ter seu membro inferior amputado, morre de embolia pulmonar.
Ao desconhecer sua história, seus quadros talvez pareçam um pouco sem nexo. Porém, suas obras, refletem a trajetória de sua vida.