quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Magdalena Carmen Frida Kahlo e Cameron



Acho que nunca falei especificadamente de uma pessoa aqui. Resolvi então, não sei porque, falar de Frida Kahlo, pintora mexicana, famosa por seus autoretratos, morreu em 1954 com 47 anos. Conhecer a história dela, foi para mim, praticamente a mesma experiência que ler ''A Menina que Roubava Livros'', ou seja, você se sente feliz pela vida que leva ou melhor dizendo, você se sente mal por algum dia ter reclamado de seus problemas. Frida tinha mais falta de sorte do que toda a torcida do Paraná junto. Ao 11 meses sua mãe a entregou para uma ama-de-leite. Aos 6 anos contraiu poliomelite, aos 18 sofreu um grave acidente de ônibus, o qual fraturou algumas vertebras, a tíbia e ferragens entraram pelo seus corpo (a impedindo de engravidar), por mais que tentasse sofreu 2 abortos. Kahlo passou por diversas cirurgias na coluna, tendo de usar coletes ortopedicos boa parte de sua vida. Seus ferimentos na perna, devido ao acidente, nunca cicatrizaram, por conta usava saias longas para esconde-lo. Os ferimentos evoluiram para osteomelite e sua perna fora amputada. Casou-se 2 vezes com o muralista Diego Riviera, 21 anos mais velho. Ao descobrir que seu marido tinha um caso com sua irmã mais nova, resolve puni-lo e passa a trajar vestes masculinas, visto que Riviera tinha gosto pela suas saias longas e roupas que usava. Frida era bissexual e seus casos extraconjugais nunca foram problema para seu marido (alguma coisa tinha que dar certo né). Aos 47, dois anos após ter seu membro inferior amputado, morre de embolia pulmonar.
Ao desconhecer sua história, seus quadros talvez pareçam um pouco sem nexo. Porém, suas obras, refletem a trajetória de sua vida.

Então é natal.

Mais um ano se passou...e o dia de natal cai exatamente na última sexta feira do ano, isto por um acaso lhe diz algo? Para mim tambem não. Não precisamos de um natal/ano novo para relembrar os atos e fatos do passado ou para planejar o futuro. Tenho a fascinante mania, pelos dias, de tentar recordar o que eu estava fazendo ou o que ocorria um ano atrás em minha vida e ao redor. Um ano passa rápido, e como. Mas ao fazer este tipo de análise, percebe-se que muita coisa acontece nesse período de tempo, você amadurece, evolui (alguns não), ama, odeia, cresce, vive, morre um pouquinho, conhece lugares novos, pessoas novas (logo quando você achava que não existia ninguém mais de interessante no nosso admirável mundo novo), escuta músicas diferentes, se decepciona (regra número 1 para ser um ser humano), ri, chora, enfim uma diversidade de fatos. Então não me venha com esse papinho de que o ano passou voando. Há um ano atrás, você tinha um emprego diferente, namorava com outra pessoa, usava umas roupas meio estranhas, era viciado em alguma coisa inútil ou em um algum psicoativo, achava que Michael Jackon viveria até os 90, não tinha nem idéia da existência da sua banda preferida e jamais teria pensado em overdose de alcool gel. Nesse meio tempo você, ganhou um bichinho novo de estimação, fez uma viagem incrível, perdeu um amigo, se confundiu, teve vontade de gritar, conheceu pessoas novas, reencontrou bons amigos, pensou, cresceu, por fim...evoluiu. Não se acanhe ou se sinta mal caso você não tenha evoluido, você faz parte da grande massa. Não vou entrar velhos ditados e dizer que a unanimidade é burra. Burrice e ignorãncia são coisas distintas. O ser humano em sua maioria é de fato ignorante. Destrói o mundo a seu favor, age como um zumbi. Tem pouca noção, ou quase nada, do porque da existência de sua vida. Apenas segue o fluxo. Pratica a autodestruição. Não se sinta ofendido se você é um desses, por favor, não é minha intenção. Mas eu tenho um ponto de vista a expor. Portanto, no ano novo, desejo a todos: EVOLUÇÃO