domingo, 4 de outubro de 2009

O papel do jovem nas transformações socias

O jovem hoje em dia esta acomodado, vivemos em uma era dos revolucionários preguiçosos. Todos querem mudar, reclamam e lutam mentalmente a favor de seus futuros. Na era da informação, hoje em dia, se torna muito fácil expressar a sua opinião e mostrar o seu ponto de vista para uma dada situação. Incriminamos prefeitos corruptos, julgamos empresários e médicos estupradores e condenamos aqueles jovens de classe média, que por diversão, queimam um índio vivo ou espancam seus semelhantes até a morte, com a justificativa de que outro torce por um time contrário ou simplesmente tem uma opção sexual diferente da maioria. Mas estas citações não passam de breves manchetes, dura pouco tempo, dando lugar para a morte de um astro ou até mesmo para a comemoração de sediar uma olimpíada.

Na época da ditadura não tínhamos a rapidez de informação. Não havia e-mail, computador ou qualquer outro meio de comunicação que pudesse alastrar um conhecimento com eficiência. Mesmo assim, os jovens saíram às ruas, mostraram sua opinião e deram um grito de revolta. Não se fazem mais jovens como antigamente.

A alienação caminha junto com o preconceito, com a violência gratuita, não há vontade de mudança, de protesto, não há gentileza e muito menos solidariedade. Temos de unir força para crescermos juntos, temos de “somar e então poder dividir”. Esta alienação é amiga número um da desigualdade, julga os jovens favelados ao invés de se unir a eles, luta contra o crescimento, não só o físico e palpável, mas também o mental.

E hoje em dia, qual é realmente o papel dos jovens nas transformações sociais. É o de procriar o preconceito, jogar ovos no ponto de ônibus, de fazer piadas homofóbicas, rir da desgraça alheia ou incorporar o falho piloto de fórmula um. É o de não se importar com a desigualdade, de julgar pela aparência, de não ser solidário. É o de incriminar verbalmente os políticos corruptos e nem ao menos saber o que estes fizeram para estarem na berlinda.

Porém, não vou generalizar, há aqueles que pensam em um mundo melhor, acreditam. Estes são aqueles que fazem a diferença, que querem a mudança, que contribuem, porque sabem que a sua atitude é importante. São aqueles que respeitam o próximo, independente de cor, opção sexual ou a quantidade de dinheiro que se tem no bolso. São aqueles que abraçam o mundo ao invés de te-lo girando a sua volta. Somos poucos, mas existimos.

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