
Por durante uma meia hora, esses dias, isso foi um impasse em minha vida. É lógico que mais cedo ou mais tarde ''Loreal porque eu mereço'' iria entrar em ação. Mas a animação de uma nova tv no quarto e estar numa fase em que o ócio remete ao tédio torna as coisas um pouco mais lentas e o dia nem um pouco produtivo. Acho engraçado, ou para dizer melhor, curioso o fato de que um simples ato ou escolha pode tomar um rumo tão diferente do que se tivesse optado por ficar em casa assistindo Vale a pena ver de novo. A dúvida em si não era lavar o cabelo ou ver tv, mas sim quais eram as consequências que cada escolha iria surtir. Certa vez chegando em casa, um Astra de cor preta me ultrapassou, em um local de certa forma proibido, numa pista de vai e vem. Logo, o energúmeno que vinha atrás bateu em mim enquanto o sinal estava fechado. Ao sair do carro, que era um pouco mais velho que a minha pessoa, o sujeito ''propôs'': ''Eu pago o meu e você o seu''. Resumo da ópera, eu tive que pagar o conserto do meu parachoque traseiro. E se o jovem do Astra não tivesse me ultrapassado? Para o que eu teria usado o dinheiro do conserto? Teria o energúmeno me privado de algo pior ou salvado a minha vida? Será que realmente o fato de existir uma borboleta no outro lado do mundo pode interferir na vida de qualquer simples mortal? Até que ponto posso ligar essa teoria ao destino? Seria parte do destino uma questão de escolha? Nem Deus sabe!
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