É engraçado a frequência com que pessoas entram e saem de nossas vidas, não só por opção, mas também por forças maiores. Tais que nos fazem pensar o por que essas coisas acontecem e se tivéssemos feito algo diferente qual seria o rumo. Mas nós não vivemos de SE. E se isso ou se aquilo tivesse ocorrido. Pensamento esse que aprendi lendo a biografia de Janis Joplin, escrita pela sua irmã. Não cheguei a ler o livro inteiro, não faz parte do meu feitio, tenho um sério problema com isso. Mas foi um ''ensinamento'' interessante, que tento carregar pelo dias. No livro conta que a mãe por muito tempo se martirizou pelo fato não ter olhando o suficiente por Janis, em relação a drogas, liberdade e tudo mais e o que teria acontecido SE ela tivesse tomado atitudes diferentes. Tempo após a morte de sua filha, uma das poucas cantoras mulher e branca a entrar no blues, a mãe de Janis, talvez num suspiro de alívio, percebeu que viver do SE não ajudaria em nada, pelo contrário.
Ok, mas eu não vim aqui para falar de Janis Joplin, até porque eu não li toda sua história. Vim para falar da rapidez que as pessoas passam por nossas vidas e as alegrias, riquezas e lembranças que estas podem deixar. Não devemos nos lembrar daqueles que nos deixaram com tristeza, não é certo, não é justo. Não faz sentido. Mas não é fácil também, tentar substituir a angústia de ter suas entranhas apertadas e retorcidas, por breves lembranças que por dois segundos faz você rir de canto de boca, mas estão fadadas ao esquecimento, pois são apenas lembranças. Estas nos fazem perguntar de maneira irrelutante o por que? por que? por que? E a resposta entra num duelo com a falta de palvras, vinda de uma sede incontrolável. E o poço além de ser raso esta vazio.
Segue um breve texto, que sempre gostei. Não sei aonde li pela primeira vez, mas o tenho transpassado em uma agenda da minha época de adolescência. E acho que cabe para o momento, numa homenagem.
''A vida! A morte não é nada, eu apenas passei para o outro lado. Eu sou eu. Vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu o sempre serei. Dai-me o nome que sempre me deste, Fala comigo como sempre fizeste. Não adote um ar solene ou triste. Continuai a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim, rezem por mim. Que o meu nome seja pronunciado em casa como sempre foi, sem enfase de nenhum tipo, sem traço de sombra ou tristeza. A vida significa tudo o que sempre foi. O fio não está cortado. Porque estarei fora do seus pensamento simplesmente porque estou fora de sua vista? Não estou longe, estou apenas do outro lado do caminho...'' Charles Péguy
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
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